EM ITABAIANA

(SE TUDO DEPENDE DO COMÉRCIO, O QUE PODEMOS FAZER POR ELE?)

             Desde a nossa existência, há mais de quatrocentos anos, que vivemos e sobrevivemos essencialmente do que produzimos, comercializamos e prestamos como serviços, interna e externamente, como comprovadamente ficou caracterizado em 1612, quando Itabaiana foi considerada o maior fornecedor de gado para o Brasil. Com o passar dos séculos, a tradição de bons produtores e de exímios negociantes só aumentaram e fizeram dessa nossa querida aldeia, a mais importante referência comercial de Sergipe, um  exemplo a ser seguido no Brasil e além fronteiras. Não é por acaso que o mundo nos copia.

              Partindo deste princípio e observando o momento atual, economicamente falando, fica claro, nítido e transparente, de que há tempos, todo nosso desenvolvimento gira em torno da iniciativa privada, notadamente do comércio, da indústria e dos demais serviços oferecidos por nossos gabaritados profissionais liberais. Como Itabaiana é um lugar totalmente diferenciado do resto do mundo, é justamente dentro dessas três classes, que se encontra as pessoas talhadas para empreender e fazer sucesso, nascendo assim, os empreendedores e os seus ousados e mais destacados empreendimentos, o que tem feito de Itabaiana, não somente a capital nacional dos caminhoneiros, ou da literatura, mas principalmente do comércio e do empreendedorismo.

               Considerando que, por natureza, somos seres empreendedores, o povo honrado de Itabaiana não se contenta em somente produzir, comprar ou vender o trivial. Nosso lema é empreender, produzir cada vez mais, tão quanto mais vender. Vencer sempre. Foi dessa forma que através do comércio, da indústria e da prestação de bons serviços, que o nosso município cresceu, os comerciantes expandiram seus negócios e alcançamos um patamar auto suficiente de desenvolvimento, invejável a qualquer outro município brasileiro ou do mundo.

              Tudo gira em torno do comércio! Este, que engloba a indústria e o setor de serviços, tem feito a sua parte, e diga-se de passagem, da melhor e mais correta maneira possível, no sentido de está sempre a frente do que possamos alcançar como evolução. O progresso em Itabaiana está intrinsecamente ligado a iniciativa privada, diferentemente de outros lugares, que muito depende dos poderes públicos e demais  condicionamentos. Por aqui, apesar dos poderes públicos e suas subsequentes administrações, com diferentes características, terem tido um papel importante  e fazer a sua parte, é o comércio, por meio de seus empreendedores, os responsáveis direto pelo nosso desenvolvimento econômico, social e cultural, empreendendo sempre em qualidade,  modernidade e tecnologia, gerando por meio dessa tríplice cadeia produtiva, milhares de empregos, renda, divisas e inclusão social.

            Levando em conta a ausência do turismo como meio de desenvolvimento em Itabaiana, apesar de possuirmos um rico potencial á respeito, até agora não explorado;  é  o comércio e os demais setores da nossa economia a quem sustentamtudo: as instituições filantrópicas, os eventos sociais, esportivos, culturais etc. Aliás, a cultura em Itabaiana gira mesmo em torno da literatura, e só existe graças ao comércio, e o apoio irrestrito das instituições, CDL e ACEI, bem como dos meios de comunicação,  sempre presente nessa nossa  evolução. Sem essas parcerias e sem a participação efetiva do comércio Itabaianense, nada existiria.

              Tudo gira em torno do comércio de Itabaiana. Se este vai bem, é porque a indústria e os demais setores vão bem. Com isso, todos ganham. No entanto, se o comércio, por razões alheias a nossa vontade, tiver uma queda, o que não é o caso, todos nós perdemos, principalmente aqueles que têm por dever de ofício, lutar pela manutenção e consolidação do nosso pleno desenvolvimento econômico, social e cultural. Visto que, se é o comércio, por meio de seus empreendedores, que por suas ideias, conta e risco, empreendem de tal forma, ao ponto de dotar o setor com uma infraestrutura cabível as grandes metrópoles, como: construção de luxuosos condomínios e urbanizados loteamentos;  indústrias, lojas e demais departamentos comerciais,  de marcas e  serviços, só encontrados nas grandes  capitais; parques temáticos e até um shopping center construído por conta própria, cabe a quem de dever, lutar, unir-se a estes bravos empreendedores, em torno de uma Itabaiana cada vez maior e melhor, para que possamos  continuar sendo referência para o mundo, e  orgulho para todos nós, do presente e das futuras gerações. Neste sentido, o primeiro ponto a observarmos, é: até quando teremos que suportar e conviver com essa vergonha decadente, suja, ultrapassada e deprimente, que é a travessia da nossa cidade, BR 235, prejudicando enormemente aos comerciantes, a população e a cidade de modo geral, principalmente  ao comércio, que sente este reflexo e suas negativas consequências, em que, por décadas, tem como cartão postal, uma travessia indigna, urbanística e paisagisticamente falando, para uma cidade tão progressista como é Itabaiana, e um povo tão trabalhador como o nosso. Uma travessia digna da nossa grandeza, é o mínimo que se pode  fazer,  por quem sempre fez e continua á fazer.

               O ser Itabaianense é o nosso maior e mais valoroso orgulho. O comércio de Itabaiana é o princípio básico de tudo. Sem ele e sem a participação de seus intrépidos empreendedores, não seríamos o que somos e jamais ostentariamos a referência que ostentamos por este mundo de Deus. Não havia bienal do livro, muito menos, outras tantas coisas boas, que só existem graças ao comércio de Itabaiana, assim como ANOVA REVISTA, para a qual escrevo, e você,  caro leitor, está acabando de ler mais um artigo desse seu amigo escritor e defensor, graças ao comércio, principalmente o  de Itabaiana. Fica  a dica. A união faz a força, e juntos venceremos, sempre! O comércio agradece, e o povo também!